Em ano eleitoral no Brasil, dados dimensionam como se pulverizaram os canais pelos quais informações políticas chegam aos eleitores. As redes sociais e plataformas de vídeo ultrapassaram, pela primeira vez em 2026, sites e aplicativos de veículos jornalísticos como forma de acesso às notícias. A informação consta no Digital News Report 2026, do Reuters Institute for the Study of Journalism, que aponta que 54% dos entrevistados usam redes sociais e plataformas de vídeo para acessar notícias, ante 51% que recorrem diretamente aos sites e aplicativos de organizações jornalísticas.
Ainda de acordo com o estudo, no Brasil, 55% da população usa redes sociais para se informar semanalmente, ante 46% que recorre à televisão, o que representa uma vantagem de nove pontos percentuais para as plataformas digitais. Com esse pano de fundo, os influenciadores também ganharam espaço: 33% dos brasileiros consomem semanalmente conteúdo de creators dedicados a notícias, percentual acima da média global, de 27%.
O fenômeno não é exclusivamente brasileiro. Quando entram na conta não apenas os creators especializados em notícias, mas também influenciadores de outras áreas que comentam assuntos da atualidade, 46% dos entrevistados globalmente dizem consumir esse tipo de conteúdo. O Reuters Institute aponta que o peso desses produtores de informação é especialmente relevante em países da Ásia, África e América Latina.
Com o avanço rápido da Inteligência Artificial, uma nova fonte de informação também começa a ganhar espaço. Segundo o Reuters Institute, 13% dos brasileiros já usam chatbots de IA semanalmente para consumir notícias. Na média global, são 10%, percentual que chega a 16% entre pessoas com menos de 35 anos.







