Calculadora de risco cibernético mostra que empresas brasileiras ainda operam com baixa maturidade em segurança digital

Ferramenta criada pela Vultus utiliza dados reais de mais de 130 projetos para comparar nível de exposição das empresas e indicar principais vulnerabilidades de segurança

As empresas brasileiras ainda operam com baixa maturidade em segurança cibernética, mesmo diante do aumento das ameaças digitais e da ampliação dos investimentos em tecnologia. É o que aponta o Panorama do Risco Cibernético no Brasil 2026, levantamento da  Vultus, consultoria brasileira de cibersegurança, desenvolvido a partir de mais de 130 projetos realizados em 11 setores da economia brasileira.

Com base nos dados do estudo, a empresa lançou uma calculadora de maturidade cibernética baseada no NIST 2.0 Cybersecurity Framework. A ferramenta foi criada para transformar indicadores técnicos de segurança em uma leitura executiva de risco, permitindo que empresas comparem seu nível de exposição com benchmarks reais do mercado brasileiro.

Segundo o levantamento, a média nacional de maturidade observada ficou em 1,70 dentro da escala de 0 a 5 utilizada pela Vultus para medir aderência aos pilares do NIST 2.0. Já o Key Risk Indicator (KRI) médio identificado foi de 7,75 em uma escala de 0 a 10, indicador proprietário da empresa que combina maturidade, exposição e evidências técnicas para medir o nível agregado de risco cibernético das organizações.

Entre os setores com maior nível de maturidade operacional aparecem Energia, com índice de 3,08, e Telecomunicações, com 2,49. Em contrapartida, segmentos como Agro, com 1,30, Serviços, com 1,42, e Saúde, com 1,48, ainda apresentam lacunas relevantes em governança, proteção, visibilidade e continuidade operacional.

Segundo Marcus Marques, Diretor de Operações de Consultoria, o principal desafio das empresas atualmente não está apenas na adoção de tecnologia, mas na capacidade de transformar investimentos em redução efetiva de risco.

“O mercado amadureceu a discussão sobre risco cibernético, mas muitas empresas ainda têm dificuldade em transformar investimento em redução real de exposição. O problema não é apenas possuir ferramentas ou iniciativas isoladas, e sim entender se os controles realmente funcionam, se estão integrados ao negócio e se evoluem continuamente junto com o ambiente da empresa”.

A nova calculadora permite que empresas obtenham, em poucos minutos, uma leitura preliminar do nível de maturidade em governança, riscos, proteção, detecção, resposta e recuperação. Ao final da avaliação, o usuário recebe um relatório executivo com score de maturidade, benchmark por segmento, leitura por função do NIST 2.0, riscos prioritários e direcionamentos iniciais de evolução.

O Panorama também identificou que os principais vetores de acesso inicial utilizados em ataques estão relacionados a vulnerabilidades de software, presentes em 45,2% das cadeias analisadas, abuso de credenciais em 26,2% dos casos e engenharia social em 14,3%.

Outro dado do estudo aponta que a probabilidade média de ocorrência de ataques aumentou 3,7% em relação ao ciclo anterior, impulsionada principalmente pela ampliação da superfície de exposição digital e pelo avanço da inteligência artificial aplicada tanto à defesa quanto aos ataques cibernéticos.

A calculadora de maturidade cibernética está disponível em: Calculadora de maturidade cibernética da Vultus

A empresa ressalta que a avaliação possui caráter preliminar e não substitui uma análise completa de maturidade cibernética, funcionando como um ponto de partida para organizações que buscam estruturar uma jornada mais consistente de evolução em segurança digital.

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