
A gripe aviária (H5N1) é uma doença que tem infectado aves há alguns anos. A chegada da doença em aves silvestres se deu em 2023 e somente agora, em maio de 2025, ela infectou frangos em uma granja comercial. Segundo o gerente de carbono da ECCON Soluções Ambientais, Marcelo Stabile, dada a exportação brasileira de frangos para mais de 160 países, é importante controlar a doença, uma vez que um surto pode ter graves consequências para o setor agropecuário.
Ainda que não haja contaminação pelo consumo de ovos ou carne de frango, os países importadores suspendem suas compras, uma vez que não querem correr o risco de o vírus chegar aos seus países. As autoridades de Vigilância Sanitária têm um papel fundamental em controlar a disseminação do vírus.
Nesse sentido, hoje são investigados potenciais casos de H5N1 em quatro estados. No Rio Grande do Sul, onde o primeiro caso foi registrado, foram estabelecidas barreiras sanitárias para que o vírus não saia da região. Os animais que estiverem em uma granja com casos confirmados são abatidos para que não haja risco de que eles levem os vírus para outros locais.
Segundo Stabile, as mudanças climáticas alteram o padrão migratório de aves, mudam o período propício para o vírus se alastrar, tanto do ponto de vista de temperaturas quanto de umidade.
“Nesse sentido, ainda que não sejam a causa, as mudanças climáticas facilitam as sobrevivência e possibilidade de contaminação o vírus”, explica o engenheiro agrônomo com doutorado em Agricultura pela Universidade de Sydney.




