Regulação e meio ambiente merecem atenção neste momento de evolução da IA, diz executivo do Venturus

Este ano promete ser decisivo para a evolução tecnológica. São esperados grandes avanços no ramo da inteligência artificial (IA), na computação quântica, na chamada sustentabilidade digital e em diversos outros segmentos. Para Marcelo Abreu, CTO do Venturus, instituto tecnológico focado em inovação e desenvolvimento, as tendências emergentes vão transformar a forma como vivemos, nos movemos e trabalhamos. O especialista alerta também os desafios éticos, regulatórios e ambientais que chegam junto com essas tecnologias.

Marcelo Abreu, CTO do Venturus

Não à toa, um dos principais tópicos das políticas globais atuais tratam das regulamentações da IA. Abreu, do Venturus, alerta que, em 2025, a regulação será um fator decisivo para o avanço ou retrocesso das IAs. “A gente deve discutir cada vez mais a regulação da IA, inclusive no Brasil, onde já há um projeto de lei no Congresso, que, aprovado do jeito que está, pode até travar o desenvolvimento de tecnologia no país.”, destaca Marcelo, para completar em seguida: “A tendência é que tudo traga IA de alguma forma, o que chamamos de IA Obíqua, ou seja, presente em tudo. Este ano, vamos ver mais gadgets inteligentes, mais conectividade e maior integração de IA no nosso dia a dia.”

Em meio a essas inovações, a preocupação com o meio ambiente também surge com força, especialmente diante das mudanças climáticas. O conceito de Green IT (conjunto de práticas que visa reduzir o impacto da TI no meio ambiente) surge como resposta à necessidade de tornar tecnologias como IA e computação quântica mais sustentáveis. “Essas tecnologias consomem muita energia, e precisamos discutir soluções que sejam mais eficientes e menos impactantes ao meio ambiente. Isso precisa ser colocado em pauta para ser sustentável”, diz Abreu.

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