Quer saber mais sobre ETFs e Cripto? Felipe Amoedo, HMC Capital, fala sobre os ativos

Três perguntas para Felipe Amoedo, especialista em ETFs e Criptoativos da HMC Capital:

Crania: Quais os motivos para os ETFs de cripto terem tido melhores retornos em 2024?
Felipe Amoedo: A justificativa para o destaque do segmento cripto em 2024 está associada a alguns fatores importantes, entre eles: A fase do ciclo do bitcoin que estamos atualmente. Em abril de 2024 tivemos o halving do bitcoin, que ocorre a cada 210 mil blocos (aproximadamente quatro anos), limitando a oferta de bitcoins minerados. Esse movimento também gera impacto nas altcoins, pois dinamiza o segmento e aumenta o interesse dos investidores buscando retornos descorrelacionados. A performance dos ativos digitais também está associada ao crescimento da adoção desta classe de ativos por investidores institucionais, especialmente do mercado americano. O lançamento dos primeiros ETFs de bitcoin em janeiro de 2024 permitiu a entrada de muitos investidores que aguardavam um instrumento adequado para investir e recomendar a clientes. Outro ponto que merece destaque é a eleição de Donald Trump, que vem sinalizando interesse em ampliar a participação dos Estados Unidos nesse segmento, buscando liderar o seu desenvolvimento. Criação de reserva estratégica com 1 milhão de BTC, clareza regulatória e apoio à mineração são as principais pautas do presidente que assumirá no dia 20/01 e geram muita expectativa do mercado quanto aos efeitos no mercado e nos preços desses ativos.

Crania: ETFs e BDRs de ETFs de quais setores podem se destacar em 2025?
Felipe Amoedo: Estamos otimistas desde o ano passado com estratégias associadas ao reshoring americano (movimento de volta das industrias para México e EUA), small/mid caps, tecnologia (cibersegurança, computação em nuvem, IA, cripto) e infraestrutura energética (geração, redes de distribuição e armazenamento). Entendemos que o momento político nos EUA tende a privilegiar o mercado doméstico, com revisão de tarifas, acordos comerciais e investimentos. Em paralelo, a digitalização da economia seguirá acelerada, exigindo uma base de infraestrutura robusta para o seu funcionamento e expansão.

Crania: Por que o ranking de BDRs de ETF é mais diverso em setores que o de ETFs?
Felipe Amoedo: O BDR de ETF é um instrumento de listagem simples e com custo eficiente para os gestores. É um certificado que permite a negociação de ativos listados em bolsas internacionais através da B3. No mundo dos ETFs, liquidez é um ponto muito importante e, tratando-se de investimentos globais, os produtos que já foram lançados há mais tempo possuem maior liquidez e patrimônio (AUM).No entanto, é possível lançar um novo veículo com estratégias que já existem fora do Brasil. O desafio aqui é fazer o produto crescer em AuM e liquidez enquanto compete com produtos mais líquidos e com histórico maior já listados em outros mercados. Também é preciso considerar a uma estrutura de custos mais cara do que os BDRs.

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