Diferença de taxas de debêntures por nível de risco atinge o maior patamar desde 2017, aponta estudo da Cy Capital

(Na foto, Eliane Teixeira, economista da Cy Capital)

A Cy Capital, gestora especializada em Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), revela no estudo “Investindo com Segurança: Como a Percepção de Risco Afeta os Retornos das Debêntures no Brasil” que o diferencial entre as taxas de debêntures de empresas de baixo risco (high grade) e as de maior risco (high yield) atingiu o maior nível desde 2017, considerando apenas os papéis indexados ao CDI.

A pesquisa, liderada por Eliane Teixeira, economista da Cy, analisa as taxas de retorno de debêntures indexadas ao IPCA e ao CDI, mostrando como a percepção de risco afeta os preços e, consequentemente, os retornos dessas debêntures no mercado secundário.

Dessa forma, mostra que o eventos como a pandemia de Covid e a crise das Lojas Americanas ampliaram os spreads dessas debêntures, refletindo uma percepção de risco mais elevada por parte dos investidores. Além disso, aborda o impacto de fatores macroeconômicos, como a transição presidencial e as reformas econômicas, na volatilidade dos retornos.

Em agosto de 2024, o diferencial de preço entre debêntures high yield e high grade indexadas ao CDI atingiu seu recorde histórico, superando 2 pontos percentuais. Esse aumento reflete uma percepção de risco significativamente maior no mercado, especialmente para as debêntures de maior risco. Por outro lado, o diferencial de spread entre debêntures indexadas ao IPCA permaneceu próximo ao mínimo histórico desde 2017, evidenciando as diferenças cíclicas no comportamento dos retornos entre os dois indexadores.

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