Entre as empresas brasileiras de tecnologia que oferecem incentivos de longo prazo (ILP), 88,8% utilizam o modelo de remuneração em ações. O levantamento é da startup Comp, que construiu um ecossistema de soluções para remuneração e possui uma plataforma com dados de em tempo real de mais de 500 empresas. Dentro desta base, a empresa levantou informações com 200 das maiores empresas brasileiras de tecnologia do país que oferecem ILP – entre elas Nubank, Gympass, Nuvemshop, Gupy, Nomad, Conta Azul e Remessa Online, Will Bank e Remessa Online.
“As stock options têm se tornado cada vez mais proeminentes no mercado por conta da sua utilidade como uma ferramenta estratégica e eficaz na atração, retenção e motivação das lideranças e pessoas colaboradoras de empresas”, afirma Christophe Gerlach, CEO da Comp. “Entretanto, o assunto é polêmico devido às flutuações no mercado de startups e à menor garantia de que esses valores em ações de fato se tornarão um retorno concreto”, diz.
TIPOS DE AÇÕES
Entre as empresas que utilizam ações como incentivo de longo prazo, 90% adotam o modelo de Opções de Ações (Stock Options). Na sequência: 11,1% oferecem Restricted Stock Units (RSU); 6,7% Ações Fantasmas (Phantom Stocks); 2,2% Ações por performance (Performance Shares); e 1,1% as chamadas Matching Shares.
PREVALÊNCIA
A pesquisa também detalhou como é a porcentagem dos colaboradores das empresas que possuem algum tipo de incentivo de longo prazo. Atualmente, os benefícios de ILP são restritos para menos de 50% dos colaboradores (74,4%). Confira a distribuição completa:
- 21,5% – Menos de 5% dos funcionários possuem ILP
- 30,6% – Entre 5% a 25% dos funcionários possuem ILP
- 22,4% – Entre 25% a 50% dos funcionários possuem ILP
- 25,5% – Mais de 50% dos funcionários possuem ILP
PERIODICIDADE DE CONCESSÃO
O levantamento detalha, também, a periodicidade na qual a empresa faz uma revisão interna para definir quais colaboradores vão receber um pacote de Stock Options. 43,2% realizam anualmente, 24,7% mensalmente e 31,1% não possuem uma periodicidade definida.
CLIFF
A Comp também apurou o Cliff – período mínimo de tempo em que os colaboradores têm que estar ativos na empresa para receber o primeiro vest do plano de ações. A divisão foi a seguinte: 75,3% das companhias colocam prazo de um ano; 18,5% de um a dois anos; e somente 6,2% menos de um ano.
DURAÇÃO DO PLANO
Por fim, o levantamento também revela os diferentes períodos de duração dos planos de Stock Options. Ou seja, o tempo necessário para os colaboradores cumprirem o vest de todo o seu pacote de ILP. 75,7% das companhias definem um período de quatro anos; 16,2% cinco anos ou mais; e 8,1% sugerem três anos.
