Startups de pagamentos internacionais são selecionadas para desafio do Torq, núcleo de inovação da Sinqia para o mercado financeiro

Evento em Londres elege Fondy, WePayments e Emerchantpay como as três empresas que passarão por um período de mentoria e incubação

O Torq, núcleo de inovação aberta da Sinqia, divulgou o nome das três startups selecionadas para o Fintech Innovation Challenge Crossborder Payment, uma iniciativa que busca trazer para o Brasil soluções tecnológicas de pagamentos internacionais. São elas: Fondy, WEpayments e Emerchantpay. Ao longo desta semana, as empresas passarão por mentoria e incubação e, ao final do processo, terão a possibilidade de firmar contrato de parceria com a Sinqia.

O desafio, feito em parceria com o governo britânico e com o apoio do Open Banking Excellence (OBE), comunidade líder mundial de pioneiros em Open Banking e Open Finance, tem como objetivo estreitar os laços entre o ecossistema brasileiro de inovação e o mercado exterior. O evento servirá como ponte para que fintechs globais tenham acesso estratégico a uma das principais iniciativas de inovação para o mercado financeiro no Brasil.

A Fondy é uma ferramenta de pagamentos internacionais para e-commerce. De forma simples, a startup disponibiliza uma API que permite que empresários, comerciantes e empresas de comércio eletrônico movimentem dinheiro de um país para outro de forma flexível, aceitando diversos métodos de pagamentos em inúmeras moedas.

Para a ucraniana Valeriia Vahorovska, co-fundadora e CEO da Fondy, a empresa busca solucionar uma das problemáticas mais custosas no mundo do e-commerce. “O pagamento tradicional não evoluiu junto ao e-commerce: os métodos de pagamentos internacionais atuais são lentos, complexos e custosos”, ela afirmou durante o evento.

A WEpayments, por sua vez, desenvolve uma tecnologia que foca na conversão e no rápido processamento de pagamentos internacionais de grande porte no Brasil. Ao todo, a fintech brasileira atende 47 clientes e oferece um atendimento especializado no ambiente nacional. “Recebemos a licença para operar como instituição de pagamentos do Banco Central do Brasil”, afirmou Fernanda Zago, CEO da WEpayments. “Com isso, somos capazes de oferecer ainda mais soluções para o mercado internacional.”

Já a Emerchantpay é um serviço global de pagamentos que atua de forma online, em aplicativos e lojas físicas. Criada em 2002, a empresa foi fundada com o objetivo de auxiliar e-commerces de todos os tipos e tamanhos a lidar com dinheiro no âmbito internacional.

De acordo com Claudia Suarez, gerente de desenvolvimento de negócios internacionais, o grande diferencial da companhia é o “toque familiar” que ela oferece. “Todos os nossos clientes recebem um atendimento individual. Somos ágeis e velozes para nos adaptar às necessidades de quem nos contrata.”

Durante a semana, as startups participarão de mentorias intensivas com especialistas da Sinqia de áreas como tecnologia, negócios e relacionamento com o cliente. Ao final, em um Demoday marcado para dia 24 de abril, os projetos desenvolvidos serão apresentados a uma banca composta por diretores de grandes empresas, investidores e clientes, que farão perguntas aos times e selecionarão o vencedor. Para se inscrever no Demoday, basta acessar este link.

Este é o primeiro desafio de inovação organizado pelo Torq no exterior e o segundo no Brasil. Em julho de 2022, o núcleo de inovação aberta da Sinqia realizou o Desafio de Inovação Prev, que teve como objetivo impulsionar projetos de Open Finance que aproveitassem o compartilhamento de dados para ajudar as entidades fechadas de previdência com suas estratégias de atração e retenção de participantes e na melhoria da experiência dos participantes em suas transações com os fundos de pensão.

O cenário brasileiro de pagamentos entre países
Além da apresentação das três empresas escolhidas para o desafio, membros do Torq e da Sinqia explicaram a forma com que o PIX, serviço de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central do Brasil, mudou o cenário das fintechs que atuam nessa área.

Em um painel sobre a perspectiva corporativa em relação ao mercado de pagamentos internacionais brasileiro e europeu, Rafael Teruszkin, afirmou que o “maior desafio é a mudança cultural na forma com que o Brasil processa e recebe transações transfronteiriças.” Já Willian Araújo, Coordenador de Operações no Banco BV, entende que bancos e fintechs podem trabalhar juntos para facilitar a navegação de estrangeiros no complexo sistema financeiro nacional.

Em outro momento do evento, Carlos Ribeiro, Head de Desenvolvimento de Produtos na Sinqia, afirmou ser possível criar uma melhor relação comercial entre Brasil e Reino Unido por meio da inovação tecnológica em serviços de pagamento. “Há uma forte sinergia entre Brasil e Reino Unido quando falamos de inovação e tecnologia nos serviços financeiros”, ele diz.

Já Celso Filho, Gerente de Produto de Câmbio da Sinqia, ressaltou a baixa participação brasileira no mercado global de pagamento. “O volume do Brasil ainda é muito baixo, cerca de 1,1% no âmbito mundial. A ideia deste desafio é aumentar essa participação.” Segundo Daniela Agostini, Coordenadora de Cultura e Ecossistema de Inovação do Torq, o grande objetivo da iniciativa é criar uma solução inovadora e disruptiva para o mercado financeiro. “Conectar inovações no setor financeiro é o DNA do Torq. Nosso plano é atuar cada vez mais no ecossistema global de startups e fazer intercâmbios de bons projetos que tragam resultados para o Brasil”.

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