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Sênior, sim senhor!

A maioria dos analistas de mercados prevê o futuro verde e digital. Mas as estatísticas também o tingem dos tons prateados de brilhantes e longevas cabeças nascidas no milênio passado. Elas seguem no campo de batalha e, ao contrário de tempos passados, protagonizam o cumprimento de metas corporativas e provocam inovações radicais. Por isso é grave contrassenso quando recrutadores excluem os maduros das oportunidades de trabalho.

Uma alentada carreira não significa, necessariamente, produtividade em queda. Pelo contrário. A faixa acima de 50 anos exibe garra e disposição para o trabalho duro, sem falar dos diferenciais únicos que carrega. Para se obter resultados sólidos, soluções criativas e navegar em águas revoltas, os times multigeracionais são, comprovadamente, a alternativa mais acertada, reunindo talentos com variadas visões de mundo e pródigos de habilidades.

Mas então por que tanto preconceito em incorporar os experimentados à rotina de novas equipes? A única resposta compreensível está no valor pago pelas entregas. O patamar salarial atingido na trajetória profissional reflete o valor real da sua hora de trabalho, esculpida após milhares e milhares de dias de treino, de prática e de desafios encarados. E como tirar igual resultado dos aprendizes, a quem se paga bem menos? Precisa de sênior, sim senhor.

A turma dos 50+ representa um quinto da força de trabalho do Brasil e será majoritária em poucas décadas, graças à longevidade. Padrões de consumo e o conjunto de demandas sociais já estão se transformando em função de uma realidade cada vez mais prateada. Se o mercado laboral não promover ajustes para incorporar pessoas e valores desse grupo, perderá em dobro.

Em adição a este quadro mutante, a economia brasileira, gradualmente, se reaquece e não vem encontrando jovens capacitados em número suficiente para ocupar as vagas demandadas em várias áreas. O que se viveu não se perde. O conhecimento absorvido pode ser usado em novas atuações, tal qual ferramentas úteis. Algumas habilidades podem até ser engavetadas e outras, adquiridas. Mas os sêniores têm paciência para se ajustar ao ambiente.

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