Após 12 altas consecutivas, que significou o maior ciclo em 23 anos, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (21).
“É um alívio que pode trazer fôlego extra para economia com injeção de crédito”, explica Marcio Berger, CEO da Peak Invest.
A decisão, que já vinha alinhada com a expectativa do mercado financeiro, não indica necessariamente uma queda nas próximas reuniões, conforme destaca Lai Santiago, educadora financeira da Open Co.
“Mesmo com a manutenção da taxa a gente pode ainda ver fatores de risco para a inflação continuar subindo. Um dos principais motivos para o Banco Central acreditar nesse cenário é a inflação ser um fenômeno global, em decorrência da guerra Rússia x Ucrânia, da pós-pandemia, da pressão do mercado de trabalho e da incerteza no cenário local sobre situação fiscal”, aponta.
A especialista em finanças ainda acrescenta: “são fatores que ainda assombram quando pensamos em inflação, e podem fazer que com haja alta residual de 0.25 pontos percentuais ainda nas próximas reuniões do Copom”.
Investimentos
Sem a confirmação de uma queda ainda neste ano – parte do mercado crê que os cortes de juros devem acontecer apenas a partir do segundo semestre de 2023 -, a indicação de investimentos em renda fixa ainda segue muito atrativa. “A taxa acima da inflação traz ganhos reais”, ressalta o CEO da Peak Invest.
Para quem quer olhar mais para frente e já se preparar para o momento de queda da inflação, a palavra-chave é diversificação, com uma dica extra de Berger. “Investimentos em crédito privado podem trazer bons retornos”, finaliza.





