A Gavea Marketplace, startup brasileira que criou a primeira bolsa de commodities do mundo baseada em blockchain, realizou uma ação de internacionalização de sua plataforma, na quinta-feira (15), durante o Trade Hub, evento ligado ao Programa da ONU para o Meio Ambiente, em Cambridge, no Reino Unido. A empresa criou um projeto-piloto em que foram negociadas 60 mil toneladas de soja tokenizada, o que equivale à carga completa de um navio, do Brasil para Rotterdam, na Holanda.
Além de pioneira, a transação-piloto demonstrou a rastreabilidade de origem do produtos e o compromisso com os princípios ESG da solução criada pela Gavea para os participantes da indústria de commodities (soja, neste caso), como produtores, distribuidores e todos os outros usuários que executam suas ordens no marketplace da startup.
O processo permite que a soja brasileira seja vendida no mercado europeu com conformidade socioambiental, permeada por todo o supply chain – neste caso, partindo de 5 produtores e passando por uma trading company (exportador), uma distribuidora internacional, até chegar no comprador final na Europa.
“Estamos contentes com o resultado positivo do projeto, e agora vamos expandir as soluções da companhia para outros continentes, começando pela Europa”, comenta Vítor Uchôa, CEO da Gavea. “Esse é apenas o começo de um extenso e ambicioso plano de ação da empresa para a comercialização de commodities no mundo, de forma segura, rastreável e sustentável”, diz.
Ainda de acordo com Uchôa, a plataforma da Gavea já soma mais de US$3 bilhões em ordens de compra e venda, correspondentes a mais de 6 milhões de toneladas de produtos, incluindo a carga negociada na transação-piloto recente. Até o final deste ano de 2022, a startup estima chegar perto dos 10 milhões de toneladas de grãos ofertados na bolsa. Entre os clientes da startup, destacam-se grandes players do setor agro, como Amaggi, Agro Amazônia, FS Bioenergia, Inpasa, Gavilon, Lavoro, Cofco, Viterra, entre outros.
