A startup Caju Benefícios recebeu um aporte de US$ 25 milhões para crescer e aumentar a oferta de produtos oferecidos a seus milhares de clientes. Além disso, a Caju pretende, cada vez mais, atender companhias de maior porte, sem perder o atendimento personalizado para todos os tamanhos de clientes.
A rodada Series B foi liderada pelo fundo americano K1 Investment Management, focado em empresas de software B2B. O aporte ainda contou com o retorno de fundos como Valor Capital Group, Caravela Capital, FJ Labs e Clocktower, que já tinham aportado recursos na Caju.
Fundada em 2020 por Eduardo del Giglio (CEO) e Renan Mendes (CTO), a Caju nasceu com o propósito de transformar o RH das empresas por meio de soluções tecnológicas. Hoje, 11 mil empresas de todos os portes e regiões do Brasil usam o cartão da Caju, que é bandeira Visa, para pagar diferentes tipos de benefícios aos seus colaboradores.
A meta é dobrar o número de usuários até o final deste ano. Para isso, a Caju pretende seguir reforçando seu quadro de funcionários, que teve forte expansão ao longo de 2022. Após iniciar o ano com 70 pessoas, a empresa tem hoje 190 colaboradores. O plano é crescer o time com contratações focadas na área de tecnologia.
“A tecnologia está sempre ligada ao produto, que é a nossa principal estratégia de crescimento. Nossa visão não é apenas atuar com os benefícios, mas trazer outras soluções para as empresas”, comenta Eduardo del Giglio.
O plano de desenvolver novas soluções para além dos benefícios flexíveis, inclusive, já foi iniciado. Em abril, a empresa lançou o Caju Viagens, tecnologia que possibilita que os clientes da Caju adiantem para os seus colaboradores, de forma digital, simples e segura, recursos para utilizarem durante um período de viagem corporativa, sem comprometer os benefícios ou o salário. “Com o aporte, vamos escalar nossa oferta de produtos de maneira sustentável, com foco na qualidade, utilidade e excelência do serviço oferecido”, complementa del Giglio.
“O mercado brasileiro de benefícios está passando por uma revolução. Trata-se de uma indústria que historicamente não promovia a satisfação ou eficácia do usuário”, disse Christian Grant, vice-presidente sênior da K1. “A Caju está na vanguarda dessa revolução, atendendo às necessidades dos profissionais de RH no Brasil. Estamos entusiasmados em nos juntar a eles em sua próxima fase de crescimento. Estamos empolgados em continuar investindo e construindo mais líderes de categoria na região LATAM”.
Antoine Colaço, sócio do Valor Capital Group, valoriza como a Caju mudou a maneira das empresas e os funcionários tratarem os benefícios no Brasil. “É muito gratificante ver o incrível progresso que a Caju tem feito até agora, atendendo milhares de empresas e centenas de milhares de funcionários, com uma execução impecável e um foco incansável. Esse investimento permitirá que a companhia acelere seu crescimento e continue construindo os passos para uma plataforma geracional líder que ajudará milhões de funcionários brasileiros”, completou Colaço.
BENEFÍCIOS POR INTEIRO
O nome Caju foi escolhido por se tratar de uma fruta tipicamente brasileira, consumida por inteiro e de diversas formas. Um único cartão une benefícios de 7 categorias diferentes, como alimentação, refeição, cultura e transporte, e passa em qualquer estabelecimento que aceite a bandeira Visa e se relacione com a finalidade das categorias em que há saldo disponível. Esta divisão por carteiras, inclusive, é um dos diferenciais do produto da Caju, que foi desenvolvido com a assessoria de escritórios de advocacia renomados e possibilita às empresas que deixem seus colaboradores definirem para quais categorias desejam enviar o valor, respeitando a legislação trabalhista. Para completar, a startup não cobra as taxas de adesão, administração e entrega. Ou seja, o RH não tem custo nenhum e para estar na Caju basta querer ficar com a Caju.
Na outra ponta do balcão, a flexibilidade de benefícios ajuda as empresas a reterem talentos, já que eles terão mais liberdade para usá-los. No começo, os clientes eram principalmente startups, como a Loft e a Alice. Hoje, a empresa já conta com parceiros mais tradicionais como a Votorantim, O Boticário e a Dafiti. A missão, explicam os sócios, é atrair cada vez mais empresas com quadro relevante de colaboradores, entre 150 e 1.500 pessoas.
Em seu primeiro ano de operação, a Caju levantou um investimento semente de R$ 13 milhões, liderado pelo Valor Capital Group e pelo Canary. Um ano depois, a empresa captou R$ 45 milhões em sua Series A, capitaneada pelos fundos Valor, Caravela e Volpe Capital. Fundada em meio à pandemia, a Caju já nasceu adaptada à nova realidade do mundo do trabalho, tendo ajudado seus clientes a implementar novidades como o auxílio home-office.
Fundadores da Caju
Esta não é a primeira vez que Eduardo del Giglio e Renan Mendes empreendem. Antes de fundar a Caju, Eduardo fundou e vendeu a Blumpa, empresa de contratação de diaristas. Economista de formação, trabalhou também na consultoria McKinsey, onde teve contato com o mercado tradicional de benefícios corporativos e identificou a oportunidade de transformá-lo. Renan, engenheiro de computação pela POLI-USP, foi co-fundador da Revita Consultórios e a primeira contratação em Tech da CERC Recebíveis. Os dois se conheceram durante programa de EIR (entrepreneur in residence) do fundo Canary.







