O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) deu início, em março de 2021, à elevação da Taxa Selic, que subiu de 2% ao ano para 13,25%. Esse ciclo de aperto provocou uma corrida dos investidores para ativos de renda fixa. No ano passado, o mercado primário de crédito privado bateu o recorde de R$ 178 bilhões em ofertas distribuídas, segundo a Anbima. O cenário favorável à classe de ativos estimulou a Trígono Capital a criar uma área específica para atender a essa crescente demanda: a de crédito privado. Com a chegada de Marcelo Peixoto, um dos nomes mais respeitados do mercado de capitais na gestão de crédito, que anteriormente estava no Chile na gestão de fundos e mandatos de renda fixa e crédito de empresas da região pela Santander Asset Management, o primeiro produto com o selo Trígono começa a ser distribuído a partir de 30 de junho.
“A análise de crédito sempre fez parte da Trígono”, diz Frederico Mesnik, CEO e cofundador da Trígono Capital. “Nós investimos em empresas e équites, e dívida têm o mesmo DNA.”
O Trígono Pulsar Blend FIC FIM CP foi criado para o público em geral – como todos os fundos da gestora. Com investimento mínimo de R$ 50, o objetivo é entregar uma rentabilidade de CDI mais 2,5% ao ano, com baixa volatilidade, taxa de administração de 1% e de performance de 20% sobre o benchmark. O resgate acontece em D+30 em razão de uma característica importante: o fundo investe no exterior e pode ter um máximo de 20% de títulos de dívida de empresas da América Latina.
“A ideia é ter uma baixa volatilidade, que seja menor ou igual a 1,5%, um teto que acontece se ocuparmos o limite máximo de 20% de investimento offshore. E o risco cambial é travado com um hedge quando trazemos a operação para o fundo”, diz Peixoto, sócio e gestor de crédito privado da Trígono Capital. “Com a taxa básica de juros no nível que está, o momento é bom para o investimento em crédito privado o mercado local.”
Todo o processo de análise de empresas e gestão da renda fixa seguirá a filosofia da Trígono. As bases sólidas criadas por Werner Roger, CIO e cofundador da gestora, que tem uma reconhecida carreira internacional e em posições de liderança na área de crédito, serão aproveitadas pelo time comandado por Marcelo Peixoto. Isso significa que a análise fundamentalista criteriosa, a qualidade das empresas, a governança corporativa sólida, a qualidade dos emissores, a gestão ativa do mercado secundário e o monitoramento constante estarão presentes em cada título que fizer parte do portfólio. Todos passarão tanto pelo filtro do modelo proprietário de rating de crédito como pela metodologia ESG desenvolvida por Roger para a tomada de decisão final – que acontece no comitê semanal de investimentos, encabeçada por Peixoto, com participação do CEO, COO, analistas e crédito e poder de veto para o CIO.
“O Trígono Pulsar Blend é um produto diferenciado no mercado brasileiro pela sua exposição offshore. Nenhuma gestora independente tem o que a Trígono está oferecendo, principalmente pelo histórico e conhecimento na área de crédito, tanto a minha como e do Werner”, afirma Peixoto.
“Inicialmente ele será um fundo de investimento em cotas de dois fundos master, o Trígono Crédito Privado FIM, com títulos de empresas locais, e o Trígono Latam Corporate Bonds FIM CP IE. No futuro, eles poderão ganhar um FIC cada um, formando uma família de renda fixa com diferentes exposições e objetivos.”
A palavra Pulsar foi escolhida com muito cuidado para batizar o produto. Ela remete ao passado de Roger e Mesnik, que entre 1992 e 1995 tinham um clube de investimento com esse mesmo nome. Mas, naquele início dos anos 1990, eles ainda não estavam juntos sob o mesmo negócio apesar de cuidarem do Clube de Investimentos Pulsar: Roger era o gestor e Mesnik cuidava da distribuição na corretora de valores. Agora, na Trígono Capital, eles lideram um movimento que vai além do óbvio para os investidores.