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Queridos amigos de firma

Com amigos de firma aprendemos mais sobre o nosso ofício, sobre a natureza contraditória dos seres humanos e sobre a importância de nos conhecermos

O meio corporativo sempre nos oferece boas chances para estabelecermos adoráveis relações pessoais. No local de trabalho encontramos coisas para se guardar no lado esquerdo do peito, como graciosamente nos alerta Milton Nascimento, dando significado mais especial ao duro ganha-pão. Com amigos de firma aprendemos mais sobre o nosso ofício, sobre a natureza contraditória dos seres humanos e sobre a importância de nos conhecermos.

Ao longo de três décadas como empregado, numa carreira construída em 10 diferentes organizações, alcancei a compreensão de que o tal propósito da vida laboral advém de autoanálise. Nos satisfazemos com o que fazemos quando percebemos progresso material, profissional e pessoal. Mas há também o natural interesse de todos por mais sociabilidade. Nesse último aspecto é que os relacionamentos com colegas de trampo têm papel especial.

Para a maioria dos colaboradores de empresas, o emprego vai muito além do sustento e da satisfação em ter uma ocupação nas engrenagens do mundo, envolvendo verdadeiros tesouros da existência terrena. Na interação cotidiana com os colegas encontramos irmãos camaradas, companheiros de toda a vida, alunos aprendizes, afilhados do coração e até esposas e maridos. São afetos que agregam valor inestimável à rotina de afazeres e de metas por bater.

Mas é evidente que nem tudo são flores na toada do escritório, da loja, da fábrica ou da lavoura. Temos o temor da demissão e o fatídico dia dela, a decisão de chutar o balde e pedir conta, a volta ao desemprego e o risco de cair no desalento. Em meio a essas situações extremas, temos de sofrer também com o desencontro de colegas, cujo nível de dor depende do peso da amizade. Tal qual quaisquer outras desilusões, amargamos traições e rompimentos.

É por isso que um ex-chefe meu defendia o clima sempre harmonioso no trabalho porque a pessoa jurídica é feita de pessoas físicas, seres complexos e emocionais, com as quais convivemos mais tempo até do que com a própria família. E ainda porque grandes projetos costumam surgir não do líder máximo, mas do diálogo prazeroso e desimpedido entre colaboradores. Verdade. Os que se querem bem se estimulam e vencem juntos de verdade.

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