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Lucas Pit, do canal Pit Money, dá dicas de como começar a investir com segurança

Pit foi de músico profissional a fundador da Inside Research; perdeu 150 mil reais em um único minuto e decidiu ajudar pessoas a fazer investimentos inteligentes

Em uma excursão da escola, ainda criança, Lucas foi visitar a Bolsa de Valores. “Na hora que eu vi aquela gritaria, aquele berreiro, aquela intensidade, eu falei: putz, é aqui que vou querer trabalhar”. Perguntou qual era a profissão daquelas pessoas e decidiu, ali, que se tornaria economista. Hoje, tem um canal no YouTube chamado PitMoney, com 365 mil inscritos, e é fundador da casa de análise Inside Research.

Para chegar até aqui, no entanto, foram anos de descobertas do mundo financeiro, algumas não tão boas assim. Lucas chegou a perder R$ 150 mil de uma vez só e quase desistiu da profissão de economista para seguir a carreira de músico. Hoje, entre as principais dicas que Pit Money dá para seus seguidores, espectadores e leitores – sim, ele também lançou um livro – está: tenha uma reserva de emergência.

“Comece com uma reserva de emergência de pelo menos dez meses de custo mensal e coloque no Tesouro Selic. Assim você não perde dinheiro”, explica o economista. O Tesouro Selic é um investimento em renda fixa e, por isso, menos arriscado. “Sempre que você investe em renda fixa, você está emprestando dinheiro para o banco ou para o governo. São raríssimos os casos em que você perde dinheiro assim”, afirma. A segunda dica é entrar na renda variável, de preferência em fundos imobiliários. Dessa forma, o investidor recebe dividendos todos os meses.

Pit é fundador da Inside Research, que elabora carteiras recomendadas e relatórios diários, fornecendo cobertura completa dos mercados nacionais e internacionais de ações e fundos imobiliários, análises de resultados trimestrais e IPOs. Tudo isso é disponibilizado ao assinante de maneira intuitiva. Já em seu canal do YouTube, Pit Money conta aos inscritos o que faz com o próprio dinheiro, tentando explicar, do jeito mais descontraído possível, o passo a passo para se tornar um investidor de sucesso.
Falando assim, parece que o caminho para o sucesso foi fácil e linear. Mas nunca é. Antes de se tornar educador financeiro, explicar riscos e ganhos para o maior número possível de pessoas, alguns episódios quase desviaram Lucas do objetivo definido na infância. Há cinco anos, quando já lidava com mercado financeiro e apostas, Pit perdeu 150 mil reais em um único dia: era o famoso “Joesley Day”.

“Joesley Day” é como ficou conhecido o dia em que o empresário Joesley Batista denunciou o envolvimento do então presidente da república, Michel Temer, em escândalo de corrupção. Devido a este evento, em 17 de maio de 2017 o índice Bovespa despencou aproximadamente 9%, ao mesmo tempo que o dólar sofria uma valorização de 10%.

Pit era swing trader, e vinha de uma fase rentável na especulação. Ele conta que foi surpreendido no primeiro “f5” (atalho do teclado para atualização de página) do dia. “Estava lá o ajuste diário de menos 150 mil. Tive que vender meu carro às pressas e ir atrás do dinheiro em menos de um dia, o que foi bem traumatizante”, conta.

Desse dia em diante, a postura de Lucas perante a Bolsa mudou radicalmente, e ele criou um canal no Youtube para compartilhar seus conhecimentos de mercado financeiro. Saber que apenas 3% dos 210 milhões de brasileiros têm investimentos foi decisivo para que ele virasse o mensageiro dos investimentos.

“Eu vi essa carência no mercado, vi que eu tinha expertise para falar do assunto, então decidi fazer o que eu gosto, ainda dentro da área de finanças. Quis criar um canal um pouco mais escrachado, com uma linguagem um pouco mais ‘toscona’, para falar de um assunto que só engravatados falavam”, explica o economista, que também aposta em um visual pouco tradicional para conversar com o público. Seu topete é marca registrada, e não se vê roupas sociais em seus vídeos e participações na mídia. “Foi um caminho bem árduo, em que normalmente as pessoas desistem. Eu só não desisti porque o meu propósito de ensinar um povo carente de educação financeira era muito claro para mim. Existia um abismo entre os criadores de conteúdo e o receptor de conteúdo, e eu percebi que existia uma lacuna ali que eu poderia, através da minha linguagem esdrúxula, preencher”, relata.
E esta consciência, esta missão, ele também levou para a Inside, casa de análise que ele fundou junto a colegas do curso de Economia, no ano de 2019.

“A Inside nasceu com o intuito de democratizar. A gente percebeu que tinha um economês, uma linguagem envolvida, de pessoas que tentavam se afastar do público justamente para vender um produto de alto ticket para quem não tinha conhecimento. A gente entrega o conteúdo totalmente mastigado, via chat ou vídeo, então não tem nenhum pré-requisito para entender a linguagem que a gente fala aqui na Inside”, explica.
Ainda antes da casa de análise sequer ser imaginada, uma mudança de carreira também poderia ter tirado Lucas do seu foco. Além de ser um excelente aluno e tirar ótimas notas na faculdade, ele era baterista da banda Mash, que fez sucesso na cena emocore em São Paulo nos anos 2000. Pit era músico profissional registrado e tocava em vários outros grupos, desde dupla sertaneja até banda de metal. Quando estava no quinto ano de Economia, pensou seriamente em desistir para virar rockstar – no entanto, foi impedido pelos colegas.

“Meus amigos disseram: ‘termina, Pit, você é bom de conta, você é bom. Termina a faculdade e depois a gente vê como se ganha dinheiro’. Foi incrível, porque oito anos depois disso, a gente decidiu criar a Inside juntos”, conta. “Eu amo música, mas hoje virou um hobby”, pontua.

Por sorte, foi justamente o sucesso musical daquele tempo que deu a ele a visibilidade de que ele precisava. Isso, aliado aos acontecimentos do Joesley Day, dividiram as águas na vida de Pit. “Depois que eu tomei essa paulada, eu prometi para mim mesmo que, recuperando aqueles R$ 150 mil que eu perdi em um minuto, eu iria fazer o que eu gosto. E o que eu gosto é trocar ideia com pessoas, resenhar com pessoas do mercado financeiro como se estivesse num bar, gosto de falar na frente da câmera, gosto de me expor. Já tinha uma experiência com banda, que me forçava a ter esse contato com o público, então acho que foi uma junção desses fatores”.

Hoje, Lucas Pit concilia a vida de influenciador digital e economista com satisfação. Com essa “visibilidade do bem”, ele leva educação financeira para as telas dos inscritos no canal. Através da Inside, consegue gerar empregos e ajudar pessoas a entender melhor como e onde investir. Para o futuro, ele só quer continuar assim. “A gente não tem planos megalomaníacos, a ideia é continuar prestando um bom serviço. A gente tem bem alinhado aqui nos sócios que o dinheiro é uma consequência de serviços muito bem prestados. Não fazemos questão de ser a maior casa de análise em números de assinantes, mas fazemos questão de ser a casa de análise mais confiável”, afirma.

Pit ainda dá uma terceira dica para quem está entrando no universo dos investimentos. Depois de ter reserva de emergência e dar os primeiros passos na renda variável, ele aconselha diversificar a carteira e se expor internacionalmente. “Hoje em dia, você pode comprar BDRs, que são recibos negociados no Brasil e equivalem a papéis de empresas lá fora. Antes, só podia negociar isso quem era investidor qualificado, ou seja, com mais de R$ 1 milhão investido. Hoje, todo mundo pode fazer. É um jeito de diminuir os riscos”, conclui.

Livro

Enfrentar todo o estresse e ansiedade de uma grande perda financeira não foi fácil para Lucas. Por isso, no fim de 2021, Lucas lançou o livro “Buy & Foda-se – como investir bem sem entrar em parafuso”, onde defende a estratégia de comprar ações e deixá-las “trabalhando por ele”, sem sofrer com as inevitáveis oscilações do mercado. A essa estratégia dá-se o nome de Buy and Hold, com trocadilho intencional no título.
No livro, Pit desfaz preconceitos com relação ao mercado financeiro e a Bolsa de Valores. “É minha metodologia de investimento, um livro escrito em uma linguagem muito simples, que lancei pela Harper Collins. É um projeto a que me dediquei durante alguns anos. Foi um baita desafio pegar dez anos de mercado e colocar em 170 páginas”, afirma.
“Buy & Foda-se – como investir bem sem entrar em parafuso” está à venda nas principais livrarias do país.

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