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Registro de drones cresce 11,3% no Brasil

Desde o início da pandemia até hoje, a frota de drones cadastrados para uso profissional e uso recreativo no país aumentou em mais de 16 mil unidades

A pandemia da COVID-19 alavancou o mercado de drones no Brasil. É o que apontam os dados da ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil – empresa responsável pela regulamentação no país. Em 2021, o número de drones registrados no país chegou a 90.030, um crescimento de 11,3% se comparado com 2020, quando 79.858 equipamentos constavam no cadastrado.

Desde o início da pandemia até hoje, a frota de drones cadastrados para uso profissional e uso recreativo no país aumentou em mais de 16 mil unidades.

No Paraná o crescimento foi ainda maior. O número de aeronaves não tripuladas cresceu quase entre 13,6% e 14%, saindo de 5.231 drones registrados em 2021 para 5.946, em dezembro.

Alexandre Scussel, geógrafo, profissional da tecnologia de drones e que também atua como supervisor do curso de piloto de drones do Centro Europeu, atribui este crescimento aos novos formatos que a pandemia de COVID-19 precisou adiantar, mas também à profissionalização do serviço e busca por qualidade.

“Muitas companhias, que viram a demanda cair, precisaram reduzir a equipe de trabalho. Neste contexto, empresas que fornecem serviços com drones, passaram a ser contratadas nos segmentos de inspeções, mapeamento e levantamento”, explica Scussel.

Apenas em Curitiba, o curso do Centro Europeu já formou mais de 300 pilotos de drones. O curso – com turmas presenciais e online e início nos meses de março e agosto – oferece disciplinas como uso de drones no setor imobiliário, drones para acompanhamento de obras, introdução ao tratamento profissional de imagens, inspeções com drones, entre outras. As matrículas para o curso que começa em março já estão abertas. “Para entrar neste mercado é preciso estar atento às regras, demandas e novas tecnologias”, reforça Scussel.

Para que se tenha ideia, o estudo “The Drone Industry Barometer 2021”, publicado pela Drone Industry Insights (Droneii) e que entrevistou 678 companhias de 64 países em agosto de 2021, apontou que a maioria (69%) das empresas de drone é do segmento de serviços. Na sequência aparecem hardware (24%) e software (7%), em terceiro Delivery, (9%), fotografia e filmagem (8%), localização e rastreamento (3%) e pulverização e sementes (3%).

Case inédito

A empresa paranaense de tecnologia em mobilidade utilizou drones de maneira inédita. Para comemorar os 16 anos de existência, no mÊs de janeiro, foram contratados dois drones: um deles levou um bolo de aniversário e o outro realizou a filmagem.
A qualificação do piloto foi fundamental para a decisão da empresa que atua no mercado de tecnologia.

“Somos uma empresa que oferece soluções inovadoras com alta tecnologia para mobilidade urbana e viária e utilizamos drones em processos de vistoria dos equipamentos. Para celebrar o nosso aniversário resolvemos fazer uma ação que mostra inovação e utilizando recursos extremamente qualificados “, explica Guilherme Araújo, diretor-presidente da Velsis.

Os sistemas da Velsis geram dados que permitem, por exemplo, fazer a gestão de vias de forma inteligente, aumentando a segurança, otimizando o tempo de deslocamento dos usuários e investimentos em manutenção

Mercado nacional

O Brasil é hoje o principal mercado de drones da América do Sul, com faturamento anual estimado de US$ 373 milhões.

A indústria dos drones amadureceu de um crescimento explosivo e exponencial, sempre atraindo novos tipos de públicos e novos usos, sendo as principais soluções de empresas de pequeno e grande porte, com uma demanda crescente, se tornando um mercado promissor.

Segundo a Droneii, empresa alemã especializada em pesquisas desse setor, a taxa de crescimento anual do mercado de drones no mundo será de 13,8% entre 2020 e 2025.

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