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SafeSpace levanta R$ 11 milhões para tornar empresas mais éticas, seguras e inclusivas

Startup cresceu a sua receita anual recorrente (ARR) em 35x no último ano e vai usar os recursos do novo aporte para aprimorar ainda mais o produto que resolve um dos problemas mais complexos e relevantes que as empresas enfrentam hoje

A SafeSpace, startup que desenvolveu uma plataforma digital para facilitar relatos de casos de má conduta nas empresas (assédio, discriminação, fraude, etc), acaba de fechar uma nova rodada de investimento no valor de R$ 11 milhões. O aporte foi liderado pelo fundo ABSeed Ventures e contou também com a participação do DGF Investimentos e de investidores-anjo.

Esta é a segunda rodada fechada pela empresa e a maior já recebida no país por uma startup comandada por mulheres. Fundada em março de 2020, a SafeSpace recebeu o primeiro investimento em outubro de 2020, em uma rodada liderada pelo fundo MAYA Capital e que contou com outros 11 investidores-anjos, incluindo Ariel Lambrecht, fundador da 99; Ann Williams, COO da Creditas; Mariana Dias, CEO da Gupy e Luciana Caletti, fundadora do antigo Love Mondays.

Giovanna Sasso, Natalie Zarzur, Rafaela Frankenthal e Claudia Farias | Crédito: Victoria Manzoli

Criada pelas jovens empreendedoras Rafaela Frankenthal, Giovanna Sasso, Natalie Zarzur e Claudia Farias, a plataforma já é utilizada em mais de 50 empresas – entre elas algumas das empresas mais inovadoras do mercado brasileiro: a Creditas, que atua no segmento de empréstimos financeiros online; a Petlove, supermercado online de produtos para animais; a Buser, empresa que está revolucionando transporte por ônibus no Brasil; e o isaac, plataforma especializada em gestão financeira escolar. No portfólio, também estão empresas que operam na América Latina, como a unicórnio NotCo, focada na produção de alimentos à base de plantas. Atualmente, mais de 15 mil pessoas colaboradoras em 7 países diferentes já têm acesso à plataforma da SafeSpace.

O canal de escuta da SafeSpace já é considerado o mais moderno e eficiente do mercado hoje, trazendo para os clientes cinco vezes mais visibilidade dos problemas internos de assédio e má conduta, permitindo a solução dos casos reportados três vezes mais rápido. “Problemas de comportamento sempre existiram nas empresas, mas hoje o risco não é apenas das pessoas envolvidas, mas também, e principalmente, das companhias. Por isso as empresas estão entendendo a necessidade de olhar para ferramentas de compliance de uma forma diferente”, explica a co-fundadora da startup Rafaela Frankenthal.

O que realmente diferencia a SafeSpace dos canais de denúncia tradicionais é que o objetivo não é simplesmente digitalizar o modelo até então adotado. O foco principal da empresa é utilizar a tecnologia para construir confiança para que as pessoas se sintam seguras de relatarem os problemas internamente, enquanto estes ainda são pequenos, e capacitar as empresas com as ferramentas necessárias para mediar e resolver as situações rapidamente. Um exemplo prático dessa inovação é a funcionalidade Connect, recém-lançada pela SafeSpace. O recurso permite que funcionários façam um relato com a condição de que não sejam a primeira ou única pessoa a fazer um relato sobre o mesmo indivíduo. Isso ajuda a encorajar os colaboradores a vencer o medo e relatar preocupações antes que os problemas se tornem mais graves, e do outro lado ajuda o Compliance e o RH a identificarem padrões de comportamento recorrentes.

As empreendedoras ressaltam que há cada vez mais casos de assédio e má conduta aparecendo na mídia, o que tem gerado nas empresas uma grande preocupação em garantir o bem-estar de seus colaboradores e a boa reputação de sua marca como forma de continuar crescendo. “Recebemos muitos contatos de empresas que estão sendo direcionadas por investidores de capital de risco ou private equity a implementarem soluções de compliance mais eficientes. Isso é uma prova de que a postura do mercado está mudando”, diz Rafaela.

Como empreendedora, ela também chama a atenção para o fato de o próprio universo das startups ainda sofrer um gap de gênero. “Temos muito poucas mulheres no comando e um volume ainda muito pequeno de investimentos voltados para as empresas formadas por um time totalmente feminino. Mas o mercado está mudando rápido, ao mesmo tempo que o produto que estamos desenvolvendo está sendo motor de mudança de cultura nas empresas, nós também estamos à frente dessa transformação como empreendedoras.”

“Apostar em um time com quatro fundadoras mulheres, que têm como missão tornar o ambiente de trabalho legitimamente seguro, traz um componente muito especial para esse investimento. Natalie, Rafaela, Claudia e Giovanna são articuladas, têm um profundo entendimento sobre esse mercado e atuam em um problema que é a dor de praticamente toda empresa. Aliada a um propósito, essa experiência se materializa em um produto muito bem acabado e extremamente eficiente enquanto solução”, afirma Geraldo Melzer, sócio da Abseed.

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