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O desafio de descansar

Uma simples pausa e toda uma reflexão sobre ausência de controle

Ontem eu me desafiei.

E não foi com nada profissional, ligado a esporte, alguma meta ou conquista.

Eu simplesmente me deitei para ver um seriado, com algumas pendências por fazer.

Não, não vou pintar como se minha vida fosse uma tortura. Porque não é. Longe disso. Eu sou muito feliz e grata por tudo, sei que sou extremamente privilegiada e fui eu que escolhi viver nessa loucura. São três filhos, meu trabalho, mestrado, casa, marido, esportes, teatro… Vira e mexe alguém me questiona se não fico exausta. Eu fico. Mas feliz.

A forma que encontrei de lidar com toda essa “bagunça boa” foi me organizar bastante. Escolhas feitas, prioridades decididas e renúncias aceitas. Aí começo a organização do meu dia. Meu calendário parece um jogo de tetris. Nessa organização, não cabe espaços vazios ou momentos para relaxar. E eu geralmente lido bem com isso. Até porque, eu relaxo fazendo muitas coisas. Mesmo.

E sempre que aparece um espaço vazio, aproveito para antecipar alguma das pendências da minha longa lista. Afinal de contas, preciso de algum “buffer” para lidar com os imprevistos.

descansar

Mas tem horas que preciso de uma pausa, de um respiro totalmente sem obrigações. E eu até crio essas situações, mas de “forma controlada”, ou seja: quando tem espaço na agenda para comportar todo o resto que preciso entregar.

É muito difícil para mim conseguir relaxar se tenho alguma pendência. Por menor e menos urgente que ela seja.

Chegamos ontem de uma viagem deliciosa com as crianças e amigos. Malas desarrumadas, crianças dormindo, eu precisava finalizar o trabalho do mestrado. A Ilana “de sempre” simplesmente o faria. Com atenção e dedicação para tirar uma nota boa e, claro, aprender. A Ilana de ontem se deitou na cama. Sem pensar nas consequências ou em quando encaixaria o tal do trabalho.

Não deu outra. Em menos de trinta minutos já estava capotada.

Ao perceber, e desligar a TV, só consegui pensar “poxa, justo quando me dou de presente ver um seriado eu não aproveito?”. Refletindo, vejo a loucura desse pensamento. Especialmente eu, que valorizo tanto uma noite bem dormida.

Foi bom poder “sair do controle”. Não deixa de ser uma forma de sair da minha zona de conforto, de me desafiar. Desde que me tornei mãe, isso ficou muito mais difícil. São muitas responsabilidades, incertezas, inseguranças e pouquíssimo tempo para “fazer o que dá na telha”. Ainda mais com as quinhentas atividades que eu acabo encaixando no meu dia.

Algo tão simples acabou se tornando uma grande reflexão para mim. Valeu!  E, quanto ao trabalho do mestrado, cancelei o treino de tênis de hoje por uma crise de asma e consegui encaixar. Admito que não vejo a hora do mestrado terminar. Mas confesso que não sei por quanto tempo vou ficar sem me arrumar outro desafio para “encaixar”.

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