Ilana Bobrow: Ser protagonista é um mindset  

Cabe a você fazer apenas o esperado ou dar um passo a mais

Por Ilana Bobrow, sócia fundadora e diretora de relacionamento da Vitreo

Na semana passada, tivemos uma reunião emocionante com o time de relacionamento. Isso mesmo: emocionante. Quem participou, sabe. Anunciamos quatro efetivações, de talentos que vêm se destacando e entregando resultados.  

Sempre falamos que, na Vitreo, estagiários têm espaço. Muito além do imaginado, inclusive. Essa é uma das grandes vantagens de começar a carreira em uma empresa com crescimento acelerado – além do aprendizado, é claro.  

Em seu discurso, de improviso, Guto, nosso Head de Relacionamento, trouxe alguns pontos comuns aos quatro talentos: esforço, estudo e disposição para comprar problemas.  

Pegando carona, eu disse que esses pontos me remetiam a algo que considero extremamente importante, para qualquer profissional, em qualquer etapa da vida: ser protagonista.  

Minha fala teve como base a lembrança de quando lançamos o nosso primeiro produto. Foi um período bem complexo. Passamos por dias difíceis, resolvendo problemas e aprendendo muito. Quando a poeira baixou, Patrick, meu sócio e CEO da Vitreo, falou sobre a importância e a oportunidade de ser protagonista.  

E, desde então – três anos se passaram –, ficou ainda mais forte aquela mensagem. Ser protagonista não depende de cargo. Um estagiário pode ser protagonista, e um diretor-presidente, não. (O que é um problema, sem dúvida.)  

Ser protagonista é querer mais do que os outros, desejar, comprar problema, fazer mais do que o esperado, ir além. Seu líder pode te pedir determinado material, projeto ou estudo. Cabe a você fazer apenas o esperado ou dar um passo a mais.  

A expectativa primária do líder é a de que o liderado pense no próprio trabalho. Mas se este tomar a iniciativa e pensar em um escopo maior, no “estratégico” da área ou da empresa, causará um impacto difícil de não ser notado, celebrado e recompensado.  

Ser protagonista é um mindset. Um modus operandi. Um estado mental presente, por exemplo, no aluno que não se satisfaz com aquela nota no limite pra passar de ano. No atleta que treina além do horário a fim de ter uma performance maior do que a do resto. No doador que coloca a mão na massa, além de doar dinheiro. No ator que aprende também a cantar e dançar. Na pessoa que diz “eu resolvo”.  

Na era da tecnologia, das startups, dos jovens unicórnios, nunca foi tão iminente a oportunidade de ser protagonista, de se destacar. A peteca está nas mãos de cada um. Embora eu faça aqui todas as ressalvas necessárias em relação à histórica péssima distribuição de oportunidades no Brasil. Felipinho, Rafa, Leo e Isa – que vocês sigam buscando o protagonismo em suas carreiras, porque a oportunidade é cada vez maior. Sucesso!  

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